1840

Barone Ricasoli herda Brolio, em Chianti Clássico. Influenciado pelo enólogo Pontac aplica o método de Pasteur no Chianti e surge na Itália o Evangelho segundo Pasteur.

1848

O reino do Piemonte com ajuda de Napoleão III enfrenta os austríacos que governam a Lombardia. Esse fato aproxima os italianos de métodos de vinificação franceses, ainda desconhecidos. O míldio (doença que definha o cacho) ataca as vinhas do norte. Cavour aplica os métodos toscanos em Barolo, na cantina Faletti, contratando Louis Oudart, enólogo de Bordeaux. Nasce o Barolo moderno.

1885

Francesco Biondi-Santi admite apenas a variedade Brunello. Insprirado no Barolo Faletti de Cavour nasce o Brunello de Montalcino.

1888

Brunello de Montalcino torna-se o mais robusto, longevo e procurado vinho da Itália até o advento dos Supertoscanos.

Sangiovese

Sangre de Jove, sangue de júpiter.

Características gerais

Uva de fácil adaptação a solos e climas e facilmente sofre mutações. Essas mutações são percebidas pela grande diferença de qualidade que existe nos vinhos da Toscana que são elaboradas por esta variedade.

O ampelógrafo Molon  no início do séc. XX identificou duas famílias sendo uma a Sangiovese Grosso, família a que pertencem a Brunello, a Prugnolo e a Sangiovese di Lamole (de Greve in Chianti) e a outra a  Sangiovese Piccolo das demais zonas de Chianti.

Uva de acides alta e de amadurecimento tardio em anos quentes produz vinhos cheios de aromas e de sabor, mas em anos mais frios resulta em vinhos claros e ácidos, sem expressão.

Produz melhores resultados em solos calcários e galestro, solos de Montalcino e de Greve in Chianti.

Em Montalcino são produzidos os Brunello e o Rosso di Montalcino. O solo das melhores áreas é formado por um composto incomum (argila laminar petrificada e que não retém água) denominada ‘galestro’. Este solo ajudou no desenvolvimento ao longo dos anos de uma variação da Sangiovese a Brunello ou Sangiovese Grosso.

A região

Montalcino está situada ao sul de Chianti Clássico, é muito extensa e tem uma vinicultura diversificada em qualidade, embora isso não comprometa a característica do vinho. No mapa a região lembra um quadrado e possui quatro grandes encostas delimitadas pelos rios Ombrone, Asso e Orcia. Essas encostas formam uma espécie de pirâmide com 660 metros de topo, as melhores vinhas estão nas colinas altas e orientadas para o sul.

Há vinhas ao longo das colinas mais baixas, mas nem todas as vinhas têm a orientação sul, isso é demonstrado pela qualidade variável dos vinhos de Brunello.

O Brunello foi considerado DOCG a partir de 1992.

Existem os Brunello di Montalcino e o Brunello di Montalcino Riserva. Para o Brunellos o período de 48 meses na cave é obrigatório, sendo pelo menos 24 em carvalho francês.

Depois de 60 meses de envelhecimento em madeira, sendo pelo menos 30 meses em tonéis de carvalho francês pode receber o título de RISERVA.

O Rosso é um DOC que utiliza a mesma uva Sangiovese Grosso  proveniente de vinhas de menos prestigio, embora tenham alta qualidade não é suficiente para elaborar o Brunello. O Rosso envelhece 1 ano antes de sair para mercado.

Alguns dos melhores produtores de Brunello

Altesino, Biondi-Santi, Casa Nova de Néri, Pieve di Santa Restituta, Poggio Ântico, Soldera, etc.

As melhores safras na Toscana dos últimos vinte anos foram (que receberam mais de 4 pontos e meio de cinco possíveis): 85, 88, 90, 95, 97, 99, 00 e 01.

Principais características

Cor escura

Aromas de frutas silvestres, especiarias, couro, tabaco, baunilha.

Sabor pleno, encorpado, taninoso. Muito frescor (acidez) e sabor longo.

Degustação TOP BRUNELLO

Pomodori Wine Bar

Manuel Luz.

manuelluz@hotmail.com

www.manuelluz.net

bjs

Silvia Camargo

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