OSGEMEOS

Destas duas mentes transbordam todas as cores e sabores da imaginação. Lá tudo é possível e qualquer sonho se torna realidade. A inspiração para tantos desenhos e fábulas mágicas vem da forma com que a dupla Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como OSGEMEOS, refletem em seu interior a realidade e a fantasia que lhes rodeiam.

Cada pequeno detalhe, porque são através deles que suas obras assumem esta forma já tão reconhecível, são componentes importantes na criação do mundo fantástico, cheio de histórias cotidianas em forma de poesia. O mundo encantado em que vivem todos os seus personagens e que funciona como a janela da alma única dos irmãos gêmeos é repleto de uma mistura harmoniosa entre realismo e ficção. Suas histórias dançam entre dois importantes pilares.

O olhar sonhador que possibilita a materialização de um mundo cheio de fantasias e suas críticas incisivas sobre as dificuldades enfrentadas por tantos cidadãos espalhados pelo mundo,vitimas de um modelo socioeconômico que se encontra em grande transformação. Dessa união nascem obras que invocam um universo lírico e criações que mesclam ambas projeções, como se os próprios personagens mágicos criticassem com olhos inocentes toda a discrepância que existe nesta sociedade.

Foi quando ainda viviam no mundo da fantasia ingênua e infantil, que tudo começou.  Desde pequenos a maneira de brincar e construir os cenários onde seus personagens habitavam era minuciosa. Desmontado as peças originais de presentes que ganhavam, os irmãos refaziam com toda a delicadeza um outro universo. Com três anos de idade os lápis de cor e a imaginação já estavam presentes nos jogos e em todos os papeis espalhados pela casa.

Desenhavam na mesma folha de papel e quando não, escolhiam os mesmo temas para ilustrar. O incentivo para mergulhar no mundo criativo que existia dentro deles sempre esteve presente na família, composta de outros artistas, como o irmão mais velho Arnaldo e a mãe Margarida. Também foram o pai e os avós que trouxeram a tona uma forma de apresentar ao mundo real toda a ânsia criativa que lhes transbordava.

O graffiti entrou na vida dos irmãos em 1986, quando ainda viviam na região central de São Paulo onde passaram sua infância e adolescência.  A cultura hip hop chegava ao Brasil e os jovens do bairro começaram a colorir suas idéias nos muros da cidade.

Naquela época, com apenas 12 anos, tudo era novidade e sem ter de onde tirar suas referencias, Gustavo e Otavio improvisavam e inventavam sua própria linguagem, pintando com tintas de carro, látex, spray e usando bicos de desodorante e perfume para moldar seus traços; já que ainda não existiam acessórios e produtos próprios para a prática. O que a cidade proporcionou a eles foi essencial para o desenvolvimento de todas as habilidades que se transformaram depois no estilo próprio e imediatamente reconhecível dos artistas. Uma infância criativa, que rendeu duas vidas ao mundo da arte contemporânea.

O graffiti atuou sempre como uma válvula de scape para a dupla. Uma maneira que encontraram de criar um mundo onde só se pode penetrar através de suas mentes e onde tudo funciona pela lógica própria de Tritrez, o universo habitado pelos personagens amarelos, onde brilha e reina a sintonia entre todos os seus elementos. Cada parte e cada detalhe esta mergulhada na magia que envolve a imaginação dos irmãos.

Novos ventos começaram a sobrar em 1993 com a visita ao Brasil do artista plástico e grafiteiro Barry Mgee (Twist), de São Francisco. Mgee que chegou em São Paulo para realizar uma exposição de arte contemporânea mostrou aos irmãos a possibilidade de viver fazendo o que se gosta. Nesta época por diversão Gustavo e Otavio, que acabavam de completar 19 anos, já haviam começado a desenvolver um estilo próprio e a fazer trabalhos publicitários e decoração em lojas e escritórios com seus graffitis. Começavam desta forma a viver única e exclusivamente deste maravilhoso dom que ocupava quase 100% de seus seres.

Em 1995, como experimento, realizaram uma exposição conjunta sobre arte de rua no MIS – Museu da Imagem e do Som – de São Paulo e um ano depois uma pequena mostra de algumas peças e instalações em uma casa na Vila Madalena.

Mas a vida como artistas plásticos com o estilo já quase completamente maduro aconteceu pouco tempo depois em Munique (Alemanha)  a convite de Loomit,  grande nome do mundo do street Art que descobriu a dupla brasileira em uma revista internacional sobre o tema. Com este convite, a dupla embarcou em uma viagem sem volta pelo mundo realizando projetos em parceria com outros artistas e finalmente em 2003 a primeira exposição solo na galeria Luggage Store , em São Francisco.

Um grande salto veio quando os artistas entraram para a galeria Deitch Projects de Nova York em 2005, onde suas obras tomaram forma dentro do mercado de arte contemporânea. No momento em que ingressaram para o universo das galerias, a dupla pode trazer suas criações para um mundo muito além das ruas. Com isso, suas idéias tomaram formas tridimensionais em esculturas e instalação feitas de maneira peculiar com todos os elementos e detalhes que se podem acrescentar quando um desenho pula do papel e chega ao mundo real. Apenas depois de um ano, já com um nome forte no exterior, OSGEMEOS fizeram sua primeira exposição no Brasil na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo.

A pintura feita nas ruas e as criações feitas para obras e instalações em galerias partem do mesmo mundo onírico que existe dentro da mente da dupla, mas tomam rumos distintos. A primeira é o próprio dialogo dos artistas com as ruas, com cada pessoa que passa e de forma direta ou indireta interage com a pintura, isso é o graffiti. A segunda é a materialização de sonhos, ideais, criticas sociais e políticas que retratam o universo vivido dentro em contraste com que se apresenta fora no dia-a-dia dos próprios irmãos.

No momento em que todas estas idéias entram dentro de uma galeria elas deixam de pertencer ao graffiti e passam a fazer parte do mundo que envolve a arte contemporânea. A imaginação são as asas que osgemeos utilizam para ir aos mais divertidos e ilusórios lugares que habitam suas mentes. É a porta aberta e o convite para mergulhar no humor e nas delicias de poder criar um mundo da nossa própria maneira e com todas as cores e fantasias que se possa imaginar.

Mais informações/Fonte: http://osgemeos.com.br/

Projeto Parede Por um Fio.

O Projeto Parede do MAM-SP, que convida dois artistas por ano para ocupar com uma obra o corredor de acesso entre o saguão de entrada e a Grande Sala do museu, traz na sua segunda edição de 2012 a artista gaúcha radicada em São Paulo Helena Martins-Costa. Ela apresenta até o dia 20 de dezembro a vídeoinstalação Por um fio, que traz ao espaço uma perspectiva original: a obra será projetada no teto.

Isso porque o que será exibido em vídeo é uma caminhada sobre uma corda bamba, vista como se o funâmbulo estivesse de fato sobre a cabeça dos espectadores, a cerca de 1,5m, num jogo entre o real e o virtual. Além da vertigem que a projeção proporciona ao público, este reproduz o trajeto aéreo em suas passadas pelo corredor.

Nas palavras da artista, “o título Por um fio evoca a ideia de limite, de situação extrema, onde em geral algo está à beira do abismo, sustentado por um frágil equilíbrio. Por um fio sugere um enorme risco, uma intercessão feita no último momento e a cada instante. Nesse jogo, como alegoria de sua própria condição, o que estará em risco no corredor talvez seja a própria imagem”.

Projeto Parede Por um fio, de Helena Martins-Costa

Visitação: Até 20 de dezembro de 2012 Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo – corredor de acesso à Grande Sala Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3) Tel.: (11) 5085-1300 Horários: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h) ENTRADA FRANCA

Fonte: http://visitesaopaulo.com / Fotos: Google.

High Line – Nova Iorque

High Line, parque urbano inaugurado em 2008 em Nova Iorque, é definitivamente um dos espaços públicos mais celebrados e visitados na cidade nos últimos tempos e tem se tornado uma referência mundial pela qualidade do desenho urbano e pelo sucesso como estratégia de renovação de áreas centrais degradadas.

Mas o que poucos sabem é que o High Line é o resultado de um amplo processo de parcerias e debates entre a comunidade local e a municipalidade de Nova Iorque, que incluiu um Concurso Internacional de Ideias, realizado em 2003, e posteriormente umConcurso de Projetos com etapa de pré-qualificação, realizado em 2004.

Veja a seguir um pouco da história e dos registros desse processo:

O que é o High Line

O High Line é um parque urbano linear, implantado sobre uma linha férrea elevada construída em 1930 e posteriormente desativada, no lado oeste de Manhattan.

Em 1999, diante de ameaças de empreendedores que pretendiam demolir o elevado, um grupo de residentes da vizinhança criou a ONG Friends of the High Line, com a missão de transformar a estrutura elevada até então abandonada em um espaço público repleto de áreas verdes e passeios.

Depois de três anos de planejamento e negociações jurídicas, a ONG convenceu a municipalidade de que o High Line traria grandes melhorias para o ambiente construído e estimularia o crescimento econômico da área. Em Dezembro de 2002 a Cidade de Nova Iorque deu o primeiro passo, mudando a legislação e transformando o elevado em um espaço público para circulação de pedestres.

Concurso Internacional de Ideias – 2003

Em Janeiro de 2003, a organização Friends of the High Line anunciou o concurso internacional de ideias Designing the High Line, com o objetivo de reunir e selecionar propostas inovadoras de transformação e reutilização do espaço.

Os projetos não deveriam necessariamente ser práticas e realistas, uma vez que a intenção daquele concurso era criar novas visões e reflexões sobre o lugar. 720 equipes, de 36 países, submeteram propostas para o concurso. Os quatro premiados, além das menções e mais de 150 projetos selecionados fizeram parte de uma grande exposição, inaugurada em Julho de 2003.

Concurso de Projetos com Pré-qualificação – 2004

Em 2004, a partir dos debates e reflexões gerados pelo concurso de ideias de 2003, o Friends of High Line e a municipalidade de Nova Iorque lançaram um processo de seleção que incluiu uma pré-qualificação de candidaturas, seguida de um concurso de projetos. 52 equipes fizeram parte da primeira etapa de seleção, dos quais 4 foram destacados como finalistas. Os 4 escritórios finalistas foram convidados a apresentar soluções projetuais para a área. As propostas fizeram parte de uma exposição aberta ao público em Nova Iorque, no verão de 2004.

Os projetos finalistas: James Corner Field Operations and Diller Scofidio + Renfro; Zaha Hadid Architects with Balmori Associates, Skidmore, Owings & Merrill LLP, and studio MDA; Steven Holl Architects with Hargreaves Associates and HNTB; TerraGRAM: Michael Van Valkenburgh Associates with D.I.R.T. Studio and Beyer Blinder Belle.

Fonte: http://concursosdeprojeto.org/2012/01/10/high-line-nova-iorque/#

 

Em Outubro de 2004, uma comissão composta por representantes da municipalidade de Nova Iorque e da ONG Friends of the High Line selecionaram o projeto da equipe formada pelos escritórios James Corner Field Operations (paisagismo) and Diller Scofidio + Renfro (arquitetura).

Obras do artista alemão Olaf Hajeck -

O pintor alemão Olaf Hajeck  é também ilustrador, designer gráfico e autor.

Hajeck usa a cultura popular, mitologia, religião, história e geografia para explorar a oposição entre imaginação e realidade dentro da nossa cultura.

Nascido no norte da Alemanha, Hajeck divide seu tempo entre sua terra natal, Londres e Nova York e já trabalhou com Vivienne Westwood, musa do punk fashion . Ele rapidamente ganhou seguidores por suas combinações ousadas de cores, texturas e temas fortes, e seu sucesso o levou a ilustrar várias campanhas publicitárias e mostras de arte.

As Ilustrações de Hajeck têm sido destaque em publicações como Financial Times e The New Yorker , Playboy , Rolling Stone , The Wall Street Journal , The New York Times , GQ , e Architectural Digest .

Veja alguns trabalhos do Olaf.

ART

Editorial

Books & Posters

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CONSCIÊNCIA: viver de maneira mais sustentável.

(que gera) FATO:  estúdio menor; necessidade de otimizar o espaço.

(que gera) CONSEQUÊNCIA: venda superespecial das PAs– provas de autor – da minha exposição mais famosa: POLARIS – 80 dias de veleiropelaAntártica e Geórgia do Sul.

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Aquiestão 10 imagens, de um total de 70. Quemtiverinteresseemreceber um PDF comtodas, por favor, envie mensagem para: printhouse@uol.com.br

O veleiro polar Kotic enfrenta nevasca na Antártica.

Icebergs e focas. Antártica.

Colônia de pingüins reais. Geórgia do Sul.

Geórgia do Sul.

Iceberg. Antártica.

Colônia de pingüins reais. Geórgia do Sul.

Albatroz-de-sobrancelhano ninho com filhote. Geórgia do Sul.

Pinguim e algas gigantes. Geórgia do Sul.

Ilha Decepção.

Geórgia do Sul.